Sessão Itinerante é realizada na localidade de Bom Princípio


  • 04/10/2017 8h58 - Atualizado em 04/10/2017 8h58

Sessão Itinerante é realizada na localidade de Bom Princípio


Na última segunda-feira, 02 de outubro, a Câmara de Vereadores de Augusto Pestana, realizou uma sessão itinerante nas dependências do pavilhão da comunidade 13 de Maio, na localidade de Bom Princípio.

A iniciativa do Presidente da Casa, de levar a sessão até o interior, propôs um grande encontro entre as comunidades locais para conhecerem o trabalho do legislativo pestanense.

A sessão teve início às 19 horas e 30 minutos, com a aprovação do Projeto de Lei nº 1699 que dispõe sobre Diretrizes Orçamentárias para o exercício financeiro de 2018, bem como, foi aprovado o Projeto de Lei nº 1706 que autoriza abrir crédito especial para aplicação na gestão municipal de saúde.

Vários pedidos de providência foram feitos pelos vereadores ao executivo pestanense, entre eles, encascalhamento, patrolamento, reparos e recuperação das estradas do interior que estão danificadas, tendo apenas, um pedido de informação feito pelo vereador José Francisco Weiler, sobre a situação do leilão de veículos e máquinas do município.

Durante a sessão, foram convidados a fazer uso da tribuna, três membros das comunidades, sendo eles, Fábio Strada – representando a comunidade de Bom Princípio; João Carlos Neto – representando a comunidade vizinha de Rincão dos Ferreira; E Cleusa Bruinsma – representando a localidade de Linha Progresso. Os mesmos explanaram sobre assuntos de necessidades de suas comunidades. Um dos mais abordados foi sobre a doença “Brucelose”, a qual é caracterizada como doença infecciosa ou infecção bacteriana, sendo encontrada principalmente em animais, ovinos, bovinos, suínos, cães, gatos, entre outros, sendo esta a doença que está ameaçando a produtividade dos agricultores de nosso município, considerando que ela ainda pode ser transmitida ao ser humano quando este entra em contato com o animal infectado pela bactéria (contato direto com alguma secreção), seja consumindo a carne contaminada ou inalando o ar infectado. A causa mais comum é pela ingestão de alimentos derivados do leite não pasteurizado. Ainda não existe vacina conta a brucelose. O sacrifício total dos animais é feito se a doença estiver em mais de 50% dos animais da propriedade, senão são sacrificados apenas proporcionalmente, mas o que não deixa de trazer danos ao produtor.

O agricultor Fábio Strada, pediu o apoio dos vereadores quanto a doença que está se alastrando entre os animais daquela localidade, pois em uma propriedade de Bom Princípio já tiveram que ser sacrificados todos os animais, e em algumas propriedades vizinhas os produtores já receberam o diagnóstico da doença em seus animais, tendo um prazo de para sacrificá-los, considerando que não existe cura, nem tratamento para esta terrível doença que afeta a produtividade principal do município.

Todos os Vereadores se manifestaram solidários quanto a esta situação, e se comprometeram de buscar através do executivo e também do governo do estado alguma ajuda financeira, pois é a única forma de auxiliar com o prejuízo que está sendo causado aos produtores, lembrando que a orientação que está sendo dada aos agricultores, é de que, após o sacrifício dos animais, que estes permaneçam por um período de seis meses a um ano sem animais em suas propriedades, a fim de eliminar o vírus do local. Porém, a questão é de como os mesmos irão se manter durante este período? Se o único sustento destas famílias lhe foi tirado drasticamente? Uma ajuda que lhes é oferecida através de um fundo da Secretaria de Agricultura do Estado é de até R$ 1.600,00 (mil e seiscentos reais) por cabeça sacrificada. Este valor só é concedido após todos os trâmites legais encaminhados através da Inspetoria Veterinária do Estado, a qual vai até a propriedade e faz todo o diagnóstico dos animais e providencia o que é preciso. Porém, o valor que é ressarcido ao produtor não suficiente para sustentar sua família durante o “período vazio”, como é chamado o período que deve ficar sem animais na propriedade.

  O morador João Carlos Neto também falou sobre o assunto da brucelose, porém, evidenciou a questão do recolhimento de lixo no interior, em especial, sobre os lixos oriundos da atividade agropecuária, assunto abordado também pelo Vereador Alison Gerhardt. João Carlos comentou que em muitas propriedades onde é feita silagem, são utilizadas lonas para cobrir o material, e, após o uso do mesmo, não se tem um local adequado para o descarte destas lonas, as quais ficam sobre as intempéries climáticas, causando também danos ao meio ambiente.

  A moradora Cleusa Bruinsma, representante de um dos Conselhos Administrativos da Sicredi, explanou sobre a questão da coletividade, comentou que através da Cooperativa visitou muitos países e conheceu a forma de trabalho dos mesmos, onde lá, todos trabalham unidos e por um único objetivo, e comparando com o nosso país, tudo é feito de outra forma, deveríamos trabalhar mais pensando no bem da coletividade, pois é a única forma de crescermos e evoluir como município, estado e país.

  Por fim, o Vereador presidente Francisco Weiler, priorizando a transparência para com a comunidade, apresentou os gastos financeiros que a Câmara pestanense tem hoje, a qual ocupa apenas 1,8% do orçamento municipal, comparada a outras Câmaras da região.

  A Câmara de Augusto Pestana agradece a comunidade de Bom Princípio que recebeu os vereadores e servidores com muita hospitalidade e cedeu o espaço para levarmos o trabalho do legislativo até mais perto do seu povo. 



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